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O papel do geólogo na geologia de petróleo

Por: Thaís Cristina Bicalho Coelho

A história da exploração do petróleo no Brasil pode ser dividida de três formas, de acordo com a legislação. Das quais são: Período pré-Petrobras, período Petrobras e o novo estatuto.


Período pré-Petrobras (1858 – 1953) – Durante este período a pesquisa de petróleo utiliza como ferramenta a geologia de superfície. Com a criação do SGMB (Serviço geológico e mineralógico brasileiro) e do DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), alguns geólogos e engenheiros de minas entram em cena. Logo depois, a geofísica é utilizada para detectar estruturas em subsuperfície. Já com a criação da CNP (Conselho nacional de petróleo) a exploração utiliza da sísmica e sondas com maior capacidade de perfuração (até 2.500m).


Período exclusivo Petrobras (1954 – 1997) – Nessa fase, muitos geólogos/geofísicos brasileiros foram enviados para estudarem e serem treinados no exterior. No início dos anos 60, as universidades brasileiras começaram a formar regularmente turmas de geólogos.


Período pós lei 9478/97 – Criado a ANP (Agência Nacional de Petróleo) e há formação de parcerias com empresas interessadas na exploração de petróleo e gás natural.

Imagem 01 - Gráfico relacionando a quantidade de petróleo produzido no Brasil, relacionado com o consumo.


A indústria do petróleo, como qualquer indústria, tem como objetivo principal a economia, gerando lucro. O processo começa pela fase de exploração para encontrar os hidrocarbonetos e, quando encontrados, passa para a fase de avaliação, analisando os hidrocarbonetos para descobrir se ele é viável ou não economicamente. Obtendo sucesso na avaliação, começa a fase de desenvolvimento, onde começa a perfuração de poços para a produção. Assim que é produzido o primeiro óleo começa a fase de produção. A região pode ser econômica por anos, mas assim que ele deixa de ser rentável, o campo é abandonado e termina-se a produção.

Imagem 02 – Fluxo de caixa típico de um projeto petrolífero. Fonte: https://www.scielo.br/j/rac/a/bhQByBCxd8K6THNbL7Gw9FG/?lang=pt#

É necessário obter dados para começar a trabalhar e, diante disso, um navio sísmico faz a leitura da região a ser estudada. Os dados obtidos são processados e interpretados. Nessa fase, o geólogo já pode trabalhar na função de geofísico, trabalhando com a aquisição de dados sísmicos, processamento e análise. O geofísico de interpretação trabalha com a sísmica identificando falhas, prospectos, a fim de encontrar os hidrocarbonetos.

Imagem 03 – Representação de um navio sísmico. Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/navios-sismicos-buscarao-mais-petroleo-e-dados-os-licenciamentos-ja-estao-em-andamento/

Identificando a área e avaliando se ela é economicamente viável, inicia-se o processo de perfuração de poços. Nesse momento, o geólogo pode trabalhar embarcado, acompanhando esse processo de perfuração, analisando a descrição das amostras de rochas que saem (amostra de calhas), acompanhar a leitura de sensores e as perfilagens.

Imagem 04 – Trabalhador embarcado em uma plataforma de petróleo. Fonte: https://opetroleo.com.br/como-fazer-para-trabalhar-embarcado-em-macae/


O geólogo embarcado ou no escritório, podem fazer perfis, descrição de amostra de calhas. Tudo em tempo real, mapeando, fazendo a análise e processando esses dados, geralmente isso também é função do geofísico. Pode trabalhar na parte de laboratório, na parte de geoquímica, análise de fluidos, paleontologia. Tem laboratórios em todos os ramos, cada um com sua especificidade.


Há várias empresas a se trabalhar, um exemplo, no processo de perfilagem da Petrobras contrata outras empresas para fazer a perfuração, como: Schlumberger, Fugro. Empresas de processamento e interpretação sísmica, como: PGS, CGG, Esri. Empresas de tecnologia, como: Weatherford, Baker Hughes, Tecgraf.


Referências biográficas: E. J. Milani, J. A. S. L. Brandão, P. V. Zalán, L. A. P. Gamboa. Petróleo na margem continental brasileira: geologia, exploração, resultados e perspectivas. Scielo Brasil, Jul. 2002. Disponível em <http:// www.scielo.br/j/rbg/a/JGn9T8vGsmMZVRhGLZC95XP/#>. Acesso em: 20 de maio de 2022.


Celso Fernando Lucchesi. Petróleo. Scielo Brasil, Maio 2005. Disponível em: <http:// www.scielo.br/j/ea/a/RDLx4Hjt5zTdhhQSSj8w3xk/>. Acesso em: 20 de maio de 2022.


Matheus G. A geologia e o geólogo na indústria do petróleo. Id geológico, Jan. 2022. Disponível em <http:// igeologico.com.br/a-geologia-e-o-geologo-na-industria-do-petroleo/>. Acesso em: 20 de maio de 2022.


Fabio B. O papel do geólogo no planejamento de poços produtores de petróleo. AAPG, Out. 2020. Disponível em: <http:// www.aapgypbrasil.com/post/o-papel-do-geólogo-no-planejamento-de-poços-produtores-de-petróleo>. Acesso em 20 de maio de 2020.





 
 
 

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